Como a taxa de juros Selic estava no mínimo histórico de 2,25% ao ano, as taxas de juros sobre empréstimos imobiliários tiveram que ser retiradas. De acordo com o último Boletim de Foco do Banco Central, espera-se que a Selic atinja 2% ao ano em 2020, mas não há garantia de que o financiamento imobiliário cairá no mesmo valor. Em um ambiente de taxas de juros tão baixas, vale a pena parar de alugar e investir na casa própria?



De acordo com Rafael Sasso, co-fundador da Melhor taxa, uma aplicação de empréstimo imobiliário virtual, este é o melhor momento para financiar um imóvel no Brasil. Componentes como a queda nas taxas de juros e a concorrência bancária incentivaram o mercado a minimizar os custos de financiamento de longo prazo. "A queda na taxa de juros Selic causou uma queda nas taxas de juros bancárias", ele incorpora.


De acordo com o Banco Central, 570.000 contratos de financiamento imobiliário foram celebrados a taxas de juros superiores a 10% ao ano, uma vez que a taxa Selic estava em seu auge. Atualmente, os principais bancos oferecem empréstimos imobiliários a taxas entre 6,5% e 7,3% + TR (a taxa de alusão, que agora é zero). Esta diferença monumental já levou muitas famílias a considerar a transferência de seus contratos de um banco para outro com condições superiores.





Selic x taxas de juros de crédito


Para melhor acompanhar a redução das taxas de juros hipotecárias, a Melhortaxa desenvolveu um indicador interno chamado Delta, que mede a diferença entre a taxa Selic e a taxa de juros média dos empréstimos hipotecários nos principais bancos. Exemplificando, em novembro de 2019, a taxa média de juros utilizada pelos bancos para financiamento era de 7,56%, sendo que a Selic era de 5% ao ano. A diferença (Delta) entre eles pertencia a 2,56 por cento.


A verdade mudou extremamente este ano. Nas duas últimas semanas, a taxa média de juros praticada pelos bancos caiu para 7,17%, enquanto a taxa Selic é de 2,25%. Em outras palavras, a diferença entre a taxa vital e os custos do crédito imobiliário aumentou consideravelmente.


A corrida dos bancos


Diante da pressão descendente sobre as taxas de juros, alguns bancos continuam a aproveitar a concorrência para dar resoluções que têm o potencial de influenciar os clientes a mudar. Em 26 de junho, por exemplo, o Santander baixou suas taxas de financiamento para 6,69% ao ano + TR com uma alternativa de financiamento de até 35 anos (420 meses).


Alguns dias depois, a Caixa Econômica Federal anunciou um pacote de medidas para melhorar as condições de financiamento, incluindo custos notariais e de ITBI para financiamento e registro eletrônico das casas, reduzindo os procedimentos de 45 para 5 dias.


"A Caixa se tornou ativa novamente e ampliou sua gama de novos produtos na área de crédito imobiliário. A concorrência aumentou e as taxas de financiamento começaram a descarregar com a probabilidade de portabilidade. E eles devem descarregar ainda mais", explica Sasso. Enquanto o Santander reduziu as taxas de juros, outros não ficaram parados.


Quais são as tarifas atuais?


Entre os 5 maiores bancos do Brasil, a maioria deles só participa do financiamento imobiliário em uma modalidade indexada a uma taxa de alusão (juros + TR). O Banco do Brasil, por exemplo, fornece financiamentos ligados ao IPCA desta forma.


Entretanto, a Caixa Econômica Federal oferece 3 alternativas para o financiamento das SBPE (com fundos de poupança): crédito pré-definido, contratos indexados ao TR e contratos indexados ao IPCA. Embora o empréstimo com taxa fixa oferecido pela Caixa fosse atraente até alguns meses atrás, a 8% ao ano até que o financiamento fosse finalizado, a queda da taxa de juros Selic forçou a instituição a projetar taxas de juros mais atraentes para competir com o TR.


Ainda que a Caixa e o Banco do Brasil ofereçam adicionalmente outras possibilidades, tais como taxas de empréstimo pré-estabelecidas e taxas ligadas à inflação, segundo Rafael Sasso, a votação do procedimento depende do caso econômico daqueles que vão financiar o imóvel.


Com uma inflação esperada de 1,63% este ano e 3% em 2021, a escolha vai para as famílias com capacidade financeira para amortizar a casa em um prazo mais curto. "As taxas de juros são mais baixas, porém é essencial entender que o Brasil é um território de extremos. Para aqueles que têm a possibilidade de pagar